Frenesi do séc. XXI

Esses dias têm sido uma correria para mim e eu estou ficando cada vez mais cansada. Às vezes, ao acordar de manhã, chego a pensar que passei a noite em claro do que dormindo na minha cama – fortes indícios de que preciso dormir mais que poucas seis horas por dia. Meus planos de me concentrar e estudar se foram ontem porque simplesmente não consigo mais ficar, uma hora que seja, sentada na cadeira tentando resolver exercícios.
Enfim, estou exausta e confusa – nunca estive 100% certa do que queria (em contexto de vestibular) e, infelizmente ou felizmente, agora mais do que nunca estou pondo em xeque minhas decisões e realmente considerando de que necessito de mais tempo para pensar, refletir e me conhecer.
Feito esse desabafo, chego no assunto que queria abordar que, afinal, tem tudo a ver com tudo. A questão é que quero tempo, queria poder pedir uma trégua para o juiz e parar esse jogo maluco cujas regras ainda estou aprendendo. Cada vez mais eu penso nesse ritmo acelerado em que vivemos.
Mais de uma vez, a única coisa que desejei era ficar deitada encarando o teto do meu quarto, querendo esquecer o mundo, por alguns minutos que fosse, mas ele não se esquece da gente. O tempo me assusta, porque sei que não está sob meu controle, porque tira coisas de mim que sei que jamais voltarão, porque o relógio gira apenas numa única direção. O tempo é cruel, passa rápido. Se você não se adapta a essa velocidade e instantaneidade do mundo de hoje, elas te fagocitam e nós viramos robôs involuntários.
A beleza de tudo, da vida, da humanidade, está na diversidade, na originalidade, mas como sermos nós mesmos nesse caos que é o século XXI?! São sempre preocupações e planos para o futuro…e o presente? e o hoje? Quando o futuro se torna realidade tem sempre um outro futuro mais distante e é a isso que nos agarramos deixando de viver plenamente. Não nego a importância de ter metas e planejar o amanhã, só acho que precisamos de mais equilíbrlio.

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A Persistência da Memória – Salvador Dalí

Por fim, nada melhor que uma das maiores obras de Dalí (um dos meus artistas surrealistas favoritos). Achei que o quadro se encaixa no meu texto, a interpretação fica por conta de vocês 😉 A imagem eu peguei aqui, um blog que acabei de descobrir e que me interessou bastante.

beijos,

 

7 comentários

  1. laynnecris · dezembro 10, 2015

    É, minha querida! Se deixarmos o “tempo” nos suga. E, ás vezes, pergunto-me: “Pra que tudo isso?”

    Abraços

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  2. isahebling · dezembro 10, 2015

    Identificação, sua linda! hahaha

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  3. isahebling · dezembro 11, 2015

    Lia, te marquei em uma tag! Aqui ó:

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  4. Amanda · dezembro 27, 2015

    Descobri seu blog agora e já vi tanta coisa que temos em comum haha. Acho que fui descrita pelas suas palavras, fiz vestibular esse ano também, suga todas as nossas energias, e nem estou com muitas esperanças de passar, agora que encarei a prova.
    Você está tentando qual curso? E onde?

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    • liakimr · dezembro 28, 2015

      hahaha que linda! Adoro encontrar pessoas assim na internet… 🙂 então, essas provas de vestibular acabam com a gente…nessa ultima semana eu dei uma trégua, mas tenho segunda fase em janeiro. Estou prestando engenharia química em SP msm, vamos ver se vai dar ceeerto \o/ e vcc, o que está prestando??

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      • Amanda · dezembro 28, 2015

        Eu fiz para Letras na UFPR, boa sorte pra gente haha

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